Metadados
Denominação
Subcoleção
Título
Dispositivo reflexivo retangular preto [plano] 39 x 29 cm
Autoria
Colaboradores
Ano
2024
Local de produção
Técnica / Material
Dimensões
Altura
39 cm
Largura
29 cm
Comprimento
0,4 cm
Assuntos / Palavras-chave
2024 | Cabe a Alma | Dispositivo reflexivo | Enquadramento | Especular (obra) | Espelho | Extensões da Memória | Performance do Arquivo: Especulações (exposição)
Resumo descritivo
Dispositivo refletivo retangular de acrílico na cor preta com dimensões de 39 x 29 x 0,4 cm. Contém suporte de acrílico transparente fixado a uma de suas faces.
Componentes / Partes
Comentários / Dados históricos
“Dispositivo reflexivo retangular preto [plano] 39 x 29 cm” integra o conjunto “Especular 1” da instalação “Especular” (2023-2024), concebida para o corredor do V744atelier por ocasião da exposição individual Performance do Arquivo: Especulações (Porto Alegre, 2024). Em “Especular”, Maria Ivone dos Santos busca jogar com os perímetros e os planos reflexivos dos dispositivos em acrílico e com a opacidade dos volumes em gesso, propondo enquadramentos que implicam um diálogo com a própria casa que acolheu a exposição. Ao incorporar os espelhos à montagem, a artista propõe um trânsito desses objetos entre os estatutos de obra e de dispositivo, investigando relações entre materialidade, imagem e processos de representação.
O uso de dispositivos refletivos na prática artística de Maria Ivone dos Santos remonta ao ano de 2013. Nesse período, em uma caminhada realizada no bairro onde mora, em Porto Alegre, a artista levava consigo um espelho bifacial de acrílico – uma superfície na cor branca e outra na cor preta. Durante o percurso, esse objeto foi utilizado para enquadrar certas cenas, momentos que foram registrados por meio da fotografia. Essa experiência dá início a uma vasta pesquisa envolvendo outros formatos e cores de dispositivos refletivos e filtros de acrílico.
Em uma carta datada de 26 de janeiro de 2013, Maria Ivone relata essa experiência: “Assim, em uma imagem vemos dois enquadramentos, duas imagens. A realidade emoldurando o seu reflexo. Quero evitar ao máximo a manipulação das imagens na etapa posterior. Me atenho ao que ocorre enquanto registro. Quero reter o gesto e captar as alterações decorrentes dos parâmetros que eu me delimito. Quero ver o que surge na superfície reflexiva branco leitosa ou na negra, que por suas características constitutivas, refletividade e eventuais deformações de superfície, por si só produzem uma certa imagem. Busco ver como essas alterações nos propiciam novas percepções dos entornos, já que essas superfícies nos afastam e (des)realizam a cena de algum modo. Algo ocorre nesta experiência”.
As imagens decorrentes dessa proposta compõem o tríptico “Cabe a Alma: Bairro [Porto Alegre, 26 de janeiro de 2013 às 17h50, 17h47 e 17h45]” (2013). Esse conjunto inaugura “Extensões da Memória: Cabe a Alma”, projeto no qual a artista experimenta os espaços que percorre, atenta à imagem que vê surgir nos retrovisores por ela desenhados – espelhos em acrílico branco, preto ou em cores –, cujas superfícies alteram as características do lugar neles refletido.
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