Metadados
Denominação
Subcoleção
Título
Dispositivo reflexivo bifacial branco / preto 10 x 15 cm
Autoria
Colaboradores
Ano
2013
Local de produção
Técnica / Material
Dimensões
Altura
10 cm
Largura
15 cm
Comprimento
0,8 cm
Assuntos / Palavras-chave
2013 | Cabe a Alma | Cabe a Alma (exposição) | Dispositivo reflexivo | Enquadramento | Espelho | Extensões da Memória
Resumo descritivo
Dispositivo refletivo retangular bifacial composto por duas placas de acrílico, uma na cor branca e uma na cor preta, com dimensões de 10 x 15 x 0,8 cm. Possui suporte de acrílico transparente fixado à face preta.
Comentários / Dados históricos
“Dispositivo reflexivo bifacial branco / preto 10 x 15 cm” foi concebido em 2013 para a exposição individual Cabe a Alma (Solar do Barão, Curitiba, 2013). Ao incorporar o espelho à montagem, a artista propõe um trânsito desses objetos entre os estatutos de obra e de dispositivo, investigando relações entre materialidade, imagem e processos de representação.
O uso de dispositivos refletivos na prática artística de Maria Ivone dos Santos remonta ao ano de 2013. Nesse período, em uma caminhada realizada no bairro onde mora, em Porto Alegre, a artista levava consigo um espelho bifacial de acrílico – uma superfície na cor branca e outra na cor preta. Durante o percurso, esse objeto foi utilizado para enquadrar certas cenas, momentos que foram registrados por meio da fotografia. Essa experiência dá início a uma vasta pesquisa envolvendo outros formatos e cores de dispositivos refletivos e filtros de acrílico.
Em uma carta datada de 26 de janeiro de 2013, Maria Ivone relata essa experiência: “Assim, em uma imagem vemos dois enquadramentos, duas imagens. A realidade emoldurando o seu reflexo. Quero evitar ao máximo a manipulação das imagens na etapa posterior. Me atenho ao que ocorre enquanto registro. Quero reter o gesto e captar as alterações decorrentes dos parâmetros que eu me delimito. Quero ver o que surge na superfície reflexiva branco leitosa ou na negra, que por suas características constitutivas, refletividade e eventuais deformações de superfície, por si só produzem uma certa imagem. Busco ver como essas alterações nos propiciam novas percepções dos entornos, já que essas superfícies nos afastam e (des)realizam a cena de algum modo. Algo ocorre nesta experiência”.
As imagens decorrentes dessa proposta compõem o tríptico “Cabe a Alma: Bairro [Porto Alegre, 26 de janeiro de 2013 às 17h50, 17h47 e 17h45]” (2013). Esse conjunto inaugura “Extensões da Memória: Cabe a Alma”, projeto no qual a artista experimenta os espaços que percorre, atenta à imagem que vê surgir nos retrovisores por ela desenhados – espelhos em acrílico branco, preto ou em cores –, cujas superfícies alteram as características do lugar neles refletido.

